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Um Livro Surpresa de Poesia Contemporânea

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A poesia tem o poder de nos tocar de maneira inesperada. Ela pode ser um sussurro delicado ou um grito que ecoa na alma. Dos versos modernos de Alice Ruiz ao lirismo envolvente de Manoel de Barros, a poesia brasileira sempre nos convida a enxergar o mundo com novos olhos.

“A poesia está guardada nas palavras — é tudo que eu sei.”
(Manoel de Barros)

Pensando nisso, a Editora Trevo preparou uma novidade especial para os amantes da literatura: o Livro Surpresa de Poesia Contemporânea!

Como funciona?

Estamos oferecendo um livro de poesia publicado pela nossa editora em 2025 a um preço promocional de apenas R$ 19,90. O título será uma surpresa! Isso significa que você pode receber uma obra de um autor estreante ou de um nome já reconhecido no meio literário.

Mais do que uma compra, essa é uma experiência literária. Ao folhear um livro sem expectativas prévias, você se abre ao novo, ao desconhecido, e pode se surpreender com versos que irão ecoar dentro de você.

Por que participar?

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Se você ama poesia ou quer dar um presente especial para alguém que aprecia boas leituras, essa é uma oportunidade única. Quem sabe esse livro surpresa não desperta em você o desejo de escrever e publicar seu próprio livro?

“Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido.”
(Clarice Lispector)

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Conto Brasil 9: Apresentação dos contos vencedores

A Antologia Conto Brasil – Volume 9 traz consigo um projeto gráfico que dialoga com a essência da escrita breve: a simplicidade cheia de significado. A capa minimalista, com folhas úmidas de orvalho e linhas que parecem guiar o olhar, reflete o cuidado estético e a busca pelos detalhes nas histórias contadas. Assim como um detalhe da natureza pode conter um mundo inteiro, cada narrativa aqui reunida prova que a concisão pode ser profundamente expressiva.

No sumário desta edição, encontram-se nomes e vozes que se despertam de diferentes cantos do país, compondo um coro literário que une diferente estilos, sentimentos e percepções do cotidiano. Os contos vencedores do concurso abrem a coletânea com força e sensibilidade. Em “Talvez Cortez aprenda inglês”, Lincoln Barros (Belo Horizonte, MG) nos conduz a momentos de ternura e hesitação, onde um minidicionário torna-se mais do que um objeto: é um símbolo sutil de sentimentos que crescem entre palavras não ditas. Já “Lembra?”, de Laiz Colosovski Lopes, mergulha no íntimo da paixão avassaladora, onde gestos e sensações ultrapassam a capacidade das palavras, tornando o amor uma experiência física e inominável.

A escrita dos microcontos e das pequenas narrativas diárias que se entrelaçam neste volume reflete a maneira como vivemos e percebemos o mundo. No cotidiano, muitas das nossas histórias cabem em um instante: um olhar que dura segundos, um toque fugaz, uma frase que nunca foi dita. São nessas breves passagens que os autores desta antologia encontram inspiração, transformando o imperceptível em literatura, o passageiro em algo eterno no papel.

Assim, convidamos você, leitor, a percorrer as próximas páginas desvendando como essas pequenas peças foram tecidas. Que estas histórias despertem memórias, provoquem reflexões e, acima de tudo, inspirem novas palavras, novas leituras e novas escritas.

março, 2025
Wellington Souza
editor

 

 

Video da Edição número 8, entregue em março de 2025.
Envie um conto para o Concurso Literário Antologia Conto Brasil que está com inscrições abertas aqui.

dados da obra

título: Antologia Conto Brasil vol. 9
ISBN:978-65-5851-113-7
formato: 16×23
páginas: 54
miolo papel pólen bolg 90g/m2
capa pepel Cartão Triplex 300g/m2
orelhas de 8cm

Distribuição: envio de brinde para quem comprar 2 livros ou mais no site da editora, doação para instituições e caridade.

capa do livro e promocionais

primeiras páginas

diagramação da antologia de contos
diagramação da antologia de contos – página 1

 

diagramação da antologia de contos
diagramação da antologia de contos – páginas 2 e 3

 

Sumário (parcial)

 

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Eu Já Estive Em “O Futurista – Reportagens que vão mudar o mundo”, de André Cunha

Postagem original no perfil @eujaestiveem

 

Entre 2030 e 2038, o jornalista Patrick Landall escreveu uma série de reportagens internacionais para O Futurista, um sobrevivente canal de comunicação que deve estar lutando bravamente para se manter em 2038, já que nos dias atuais (2021) essa luta é acirrada por aqui.

 

Assim que comecei a leitura eu me senti assistindo a série da HBO chamada Years and Years (se você não assistiu, trate de colocar na sua lista) e o próprio autor faz referencia a série em algum momento do livro, o que me fez pensar que eu não estava tão perdida assim. Ele mescla entre as histórias que se passam no futuro, nomes conhecidos na história mundial, como Bob Dylan, Michele Obama.

 

A questão dos drones programados para matarem pessoas me assustou um pouco porque é algo que pelo menos em series e agora, também nos livros, já sabemos que ocorre com frequência.

 

Os ataques hackers também me chamaram atenção e ter que chegar ao ponto de desligar a rede elétrica para conter o problema foi assustador par mim. Problema que já é bem maior a ponto de um ataque hackers desligar trens, derrubar aviões, explodir usinas nucleares, mudar a trajetória de drones e até de mísseis teleguiados.

link para compra do livro

Também tem o bispo japonês que busca os holofotes para o cristianismo. Ele chega a ser eleito como personagem do ano pela Time, é faixa preta de taekwondo, medalhista olímpico, astro do rock, cantor lírico, doutor em teologia, fala cinco línguas, bonito e carismático, a ponto de a Nintendo lançar um jogo chamado Colisão dos Tronos, onde o Papa e o imperador do Japão duelam.

 

Pois é! Todas essas histórias podem ser conferidas em “O Futurista” de André Cunha, publicado pela Editora Trevo com essa capa maravilhosa que amei!

 

Obrigada André pelo carinho em compartilhar o livro com a gente!

 

Janaína Leme

veja mais resenhas: eujaestiveem.com

@eujaestiveem

Escritor André Cunha

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Poesia Agora 20: Apresentação dos poemas vencedores

Na Antologia Poesia Agora – Volume XX, tratamos a poesia com o mesmo cuidado de um orquidófilo ao cultivar uma flor rara. A capa traz uma ilustração botânica antiga de uma orquídea, escolhida para representar a delicadeza e a força da palavra escrita. Assim como a planta precisa de atenção para florescer, um livro exige uma edição cuidadosa, onde cada detalhe – da escolha dos poemas à composição visual – valoriza a experiência de leitura. Esse é o trabalho que somente uma editora pode oferecer.

Abaixo apresentamos as imagens tiradas diretamente do programa de editoração que usamos no dia a dia e, além do sumário com os nomes dos participantes, temos os 2 poemas premiados nesta presente edição.

Se você deseja registrar a sua poesia com esse mesmo nível de cuidado, a próxima seleção já está aberta!

Boa leitura!

 

 

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lista de participantes, poemas vencedores e projeto gráfico

Capa Antologia Poesia Agora vol. 20
primeira página do livro.

 

Segunda página do livro.
Poesia Agora Vol. 20 0 sumário

 

Poesia Agora Vol. 20 – sumário

 

Poema vencedor

 

Segunda Colocada.

 

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Poesia Agora 19: Apresentação dos poemas vencedores

A poesia brasileira contemporânea pulsa em uma multiplicidade de vozes, estilos e experimentações, mantendo-se viva e reinventando-se a cada novo verso. A antologia Poesia Agora, Volume 19 é testemunha dessa riqueza, reunindo autores que transitam entre a sensibilidade, a reflexão e a ousadia poética.

Neste volume, destacam-se os poemas vencedores, Ecos da Palavra, de Almada, e Molhado, de Gerson Norse, que sintetizam, em formas distintas, a potência da palavra e a vastidão da existência.

No poema de Almada, Ecos da Palavra, a linguagem é a protagonista, uma entidade que ressoa no silêncio, na matéria e no pensamento. A poeta constrói um jogo de reverberações, onde o verbo se faz não apenas comunicação, mas experiência sensorial. A palavra, ora carregada de sentido, ora de nonsense, manifesta-se como vibração, expandindo-se além da página e atingindo o leitor de maneira quase física. Há aqui um profundo respeito pelo poder da linguagem, um tributo à escrita como algo que preenche e, paradoxalmente, esvazia, criando novos significados.

Já Molhado, de Gerson Norse, traz um lirismo que navega entre a incerteza e o fluxo inconstante da vida. Com versos curtos e imagens fluidas, o poeta nos convida a atravessar oceanos internos, confrontando dúvidas e certezas, em um constante embate entre a sanidade e a loucura. A metáfora náutica se desdobra em um discurso existencial, onde remar, mesmo entre incertezas, é preferível à estagnação. A última linha, “Pior é ser mar morto”, ressoa como um convite à inquietação, ao movimento – ao próprio ato de viver e poetizar.

Ao reunir vozes como essas, Poesia Agora reafirma a força da poesia brasileira atual, que não se limita a formatos pré-definidos, mas se lança ao inesperado, ao sensível e ao infinito das palavras. Que este volume seja um convite à imersão poética, um espaço onde cada leitor possa encontrar seus próprios ecos e suas próprias travessias.

 

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lista de participantes, poemas vencedores e projeto gráfico

Capa da antologia Poesia Agora volume 19

 

 

 

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Conto Brasil 8: Apresentação dos contos vencedores

Esta é a Antologia Conto Brasil e te convidamos a folhear o livro e a conhecer a multiplicidade da força narrativa brasileira. Viva a tensão emocional do conto vencedor, O que deixamos na cozinha, de Letícia Câmara e dos demais autores selecionados para a presente edição.

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Conto vencedor

 

o que deixamos na cozinha

Letícia Câmara (rio de janeiro, rj) @camara_lett

 

Uma noite de maio, depois do jantar, meu marido informou à muito custo que estava determinado em me deixar.

Me olhou com tanta dor e sofrimento, um olhar tão pesado de lágrimas e tão enrugado pelo tempo (apesar de tão pouco tempo haver passado) que meu coração se apertou. Ali finalmente compreendi o fraco que ele era. “Covarde” foi o que eu disse, não com palavras. Nos olhamos, e sem um ruído sequer, estava terminado.

Enquanto eu lavava os pratos suavemente, sentindo o fedor do sabão, ele arrumava as malas. O tique-taque dos ponteiros eram gotas caindo em um lago. A água mal se move, mal se percebe, e nunca se exalta. A água não sente. E água envolvia meus dedos enquanto eu lavava.

O relógio bateu duas horas, impaciente. A louça diminuía cada vez mais depressa. Eu senti quando ele parou atrás de mim na cozinha. Olhei para o relógio, que voltara a pipilar silencioso. O reflexo dele, turvamente refletido em uma panela desavisada que secava bem ao lado da pia, era generoso ao demonstrar seu sofrimento. Tudo estava distorcido sob a superfície do metal, desde o peito arfando como um passarinho, às lágrimas escorrendo como o sangue vazando de seu coração furado.

– Beatriz…

– Vai chover. O guarda-chuva está na cômoda – Informei sem me virar. Ele emitiu um guincho. O ar preso em sua garganta ia sair. Ele ia lutar, berrar, implorar. Dizer que me amava. Não existiria um som depois de suas súplicas. Senti o sangue pulsar em suas mãos não molhadas e livres de sabão. Ele ansiava pelo toque, queria o amor da esposa. Mas naquela cozinha não havia esposa nenhuma.

– Por que você insiste que eu te machuque, coração? – Falei sem um pingo de emoção. A respiração dele desregulada. O choro rachando o ar em incontáveis pedaços de soluços que ele tentava tão famintamente abafar. Ainda assim o peito murcho queria gritar, pedir, rastejar. Um passo vacilante na direção da pia, seguido por uma mão que começava a se esticar rumo ao tecido azul da camisa da figura lavando a última peça de louça.

– A cômoda – Ordenei, mais uma vez. E senti que a mão se encolhera, e depois se voltara à direção oposta; a da maçaneta. Virado para a porta que entreabrira, com um pé dentro e outro já fora e as malas estacionadas no tapete, ele deu um último olhar na direção da mulher que amava. E justo quando ia dizer alguma coisa, a última peça de louça terminou de ser enxuta. Ainda assim, eu não me virei, porque a mulher que ele amava não estava naquela cozinha.

A porta fechou. Minutos passaram. O relógio batia muito devagar agora. E só sobrávamos nós: o relógio, as panelas na cozinha, e eu. Que sem aviso, caí no chão.

Olhei para o ladrilho onde aterrissara, e percebi que estava molhado. Molhado? Ah, sim. Eu derramara água. Pelo menos ele não percebera. Pelo menos ele não estava aqui para vê-la derramada no chão. Pelo menos ele não estava, nem estaria naquela cozinha nunca mais.

Ainda sem me sentar, toquei meu rosto. O olhar fixo na porta se voltou aos dedos molhados. Sim. Era dali que vinha a maldita água.

 

 

Sumário desta edição

 

Segundo colocado:

21 Oximoro

Evaristo Soares

 

23 Tião das candongas

Sebastião Amâncio

24 Por amor

Daniel Pio de Oliveira

25 Meio-dia em Ponto!

Rosilene Leonardo da Silva

26 A Autenticidade em tempos de aparências

Matile Facó

27 O inventei

Rafaela Navas

28 A porta do banheiro

Roberto Filho

29 Abandono

Coracy Teixeira Bessa

30 Fora dos trilhos

Kryssia Ettel

31 O Sol e a Lua de Maisa

Ana L. Horvath

32 A escuridão

peter lehmann raffa

33 Ela se apaixonou pelo seu jeito

Maria Fernanda Henrique

34 Aquilo que falta

Acsa Maira

35 A faxineira e o patrão

Ronaldo Cupertino de Moraes

36 Obrigado por teu amor

J Souza

38 Redentor

Gabriel Xavier

39 Sentimentos

Jose Henrique de Andrade Silva

40 Filmes

André Anjos

41 O quadro

Bel Guimarães

42 A Assombração do Ônibus

Mestre Tinga das Gerais

43 Conto com encanto!!

José Claudio Oliveira Garcia

44 Multa

Lucas Oliveira

45 O desvalido da praça da piedade

Tasso Paes Franco

46 Velhice

João Lucas Alcantara Santos

47 As avencas

Dayse Cangussu Souza

49 Um homem sistemático

Rômulo Resende Reis

50 Pérola

Alexandre Bernardi

 

apresentação da antologia

 

A literatura brasileira contemporânea é um vasto oceano de narrativas intensas, inovadoras e repletas de nuances. Na Antologia Conto Brasil Volume 8, somos convidados a mergulhar em histórias que exploram a profundidade da psique humana, o jogo da linguagem e as entrelinhas do cotidiano. Neste volume, dois contos se destacam como grandes vencedores, revelando a força e a versatilidade da ficção nacional: O que deixamos na cozinha, de Letícia Câmara, e Oximoro, de Evaristo Soares.

No conto de Letícia, O que deixamos na cozinha, o leitor é imerso em um ambiente carregado de tensão emocional, onde gestos cotidianos escondem sentimentos latentes. A narrativa acompanha um término conjugal silencioso, onde cada olhar e cada respiração carregam um peso avassalador. A protagonista, que mantém sua compostura enquanto lava a louça, transforma a cozinha em um palco de despedida contida, mas devastadora. A repetição dos elementos – a água, o relógio, a pia – intensifica a atmosfera de resignação e dor abafada. No final, quando as lágrimas se confundem com a água derramada, a autora constrói um clímax sutil e poderoso, reforçando a dualidade entre o controle aparente e o sofrimento incontornável. Letícia Câmara domina a arte do subtexto, onde o que não é dito fala mais alto do que qualquer palavra.

Oximoro, de Evaristo Soares, conduz o leitor a um jogo metalinguístico brilhante, no qual a própria linguagem se torna personagem. O conto personifica a figura de linguagem “oximoro”, transformando-o em um personagem paradoxal, que desafia a lógica e se move entre opostos como “mentiras sinceras” e “sábia ignorância”. Evaristo brinca com as contradições do discurso, construindo um texto que transita entre humor e reflexão, filosofia e ironia. A narrativa, ao mesmo tempo que homenageia o poder da palavra, desafia o leitor a repensar as fronteiras do sentido e do absurdo. O conto é um exemplo notável de como a literatura pode ser, simultaneamente, um exercício de criatividade e uma experiência intelectual instigante.

Ao reunir contos como esses, Conto Brasil reafirma a vitalidade da prosa curta brasileira, que se expande por diferentes caminhos – do drama intimista ao experimentalismo linguístico – sem perder a força e a relevância. Esta antologia não apenas celebra o talento de novos escritores, mas também convida o leitor a se perder e se encontrar nas entrelinhas de histórias que continuam a ecoar muito depois de suas páginas serem viradas.

Wellington Souza

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Poesia Agora 18: Apresentação dos poemas vencedores

Convidamos você a explorar essa coletânea de versos que tocam a alma. Deixe-se envolver pelas palavras de Camila Fonseca e dos demais poetas que fazem parte desta seleção especial.

A poesia segue viva, e seu eco ressoa em cada leitor que se permite sentir.

 

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poema vencedor

 

em silêncio

 

ensina-me o silêncio

a trabalhar com ele

a comer em sua companhia

a escutar em sua presença

e a falar através dele

ensina-me o silêncio

a partilhá-lo com os eus que escondo

a descobri-lo sempre necessário

a percebê-lo acalanto nas más horas

e a atravessá-lo no domingo

ensina-me o silêncio

a querer em silêncio, e não pedir

a viver em sua companhia, e ser suficiente

a sofrer em sua presença, e achar válido

e a amar através dele, e ser completa

ensina-me a querer ser em silêncio

tudo o que não pude querer ser

tudo o que não pude querer dar

tudo o que não pude querer esperar

tudo o que não pude querer suportar

em palavras

Camila Fonseca

@rcamilacalderano

 

poemas desta edição

 

19 em silêncio

Camila Fonseca

21 as saudades nos chorem

LUKA KALU

25 caneca, café, frio da vida

Ane Vasconcel

26 temporal

Bernadete Vogel

27 o amor tem dessas coisas

Gustavo Silva

28 Soberba

Ísis Victhória Vogel Kieper

29 sobre o memorial às vítimas do holocausto

José Lucas Ventura Castilho

30 chora comigo hoje?

Rafaela Campelo

31 feliz-mente

Ramon Grossi

32 utopicamente poético

Igor Pereira

33 baile das primaveras

Silvany Barros

34 entender você me custou caro

Thaylane Nunes Teles

35 amanhã de manhã

Roberto Chavez Doto

36 juventude Sabiá

Johnes Evangelista

37 sensações

Kevily Meili

38 ansiedade

Geysa Souza

39 ainda

Milena Carolina Ribeiro

41 emoções

Izabelle Ferreira Pinheiro

42 as delícias da dor

Hudson Romério

43 desordem interestelar

Ana Tábita

44 leviano

D’$ilva

45 dor

Elizabeth Senra Guessada

46 soneto da dúvida

Augustus

47 direção

Matheus E. Reis

 

apresentação da antologia

Matheus Vinicius

A primeira colocada da edição n.º 18da antologia Poesia Agora, Camila Fonseca, com seu poema “Em Silêncio”, nos trouxe o brilho da composição formulada em um jogo de luz e sombra, um trabalho de reflexos que remete à própria reflexão do poema. Explico. A maior parte das linhas do poema, com exceção das quatro penúltimas, seguem a marcação de “e” e “a” no ínicio, o que é um espelhamento do que se poderia pensar em uma montagem mais tradicional, onde as rimas dos versos apareceriam ao final. Isso é o que chamamos de anáforas, repetições de palavras ou partículas gramaticais que ajudam tanto na memorização, quanto na montagem de uma espécie de máquina semiótica que nos empurra ao silêncio. No texto da Poeta (com P maiusculo de premiada e promissora, haja vista que é a primeira antologia da qual ela participa) essas repetições, e outras, operam tanto uma marca rítmica, por se esperar que elas reapareçam no mesmo intervalo, quanto um vazio silencioso dado que a reaparição não marca nenhuma diferença semântica, o que conduz o leitor ao silêncio, o qual o próprio poema evoca.

Camila Fonseca marca a sua estreia pública como uma poeta aliada à tradição apolínea, que tomamos junto ao ponto de vista estudado por Nietzsche em seus seminários “A Visão Dionisíaca do Mundo”, posto que o trabalho da autora se dá na lapidação de uma experiência subjetiva, como se desenhasse um sonho com as palavras, uma experiência íntima, um monólogo que, por ter o silêncio como interlocutor, a não resposta deste último se trata da sua expressão mesma. De riqueza ímpar o seu trabalho termina no momento exato, como uma espécie de adieu au langage, o que não se pode pôr em palavras já não se exercita para além do necessário, se coadunando ao final o silêncio, o poema, a autora, o texto se converte em um sonho desperto na ponta dos nossos olhos.

Em segundo lugar, e não menos importante para a nossa presente antologia, o poema de Cléber Leandro Nardeli “As Saudades Nos Chorem”, opera uma trança de dois fios, ao menos, em seu interior. Em primeiro plano, Nardeli estabelece o movimento de liberação do peso da despedida. Por mais que se estabeleça no texto uma investigação sobre o fim da vida, ela não se encarrega de degenerar as esperanças, de enfraquecer as limitações mortais do humano, mas justamente nela, na nossa limitação que a cada dia o tempo expõe mais e mais, que a vida se afirma. Ter vindo nascer para crescer põe sob a ordem do dia a fortificação da experiência mesma da vida, em seu doce e em seu amargo.

Em segundo plano, por conta do movimento que estabelece de uma forma mais nítida em uma primeira leitura, o Poeta integra a sua existência as demais pessoas e à natureza, equilibrando a sua ação sem remorsos ao olho no olho e ao ter florido sua vida em estação própria. A inversão que provoca no final, na linha que dá título ao poema, empurra a negação da vida para fora de qualquer contato ou significação produzida; os seus versos, que em legado continuarão conosco e com os próximos que virão, se integram ao nosso espírito como um amuleto para se atravessar a noite escura e o vale morte, nos advertem a colorir o contorno que demos às nossas histórias, quaisquer que sejam, sem lamentos e no mais – que as saudades nos chorem.

Quanto aos outros poetas que participaram da nossa antologia, somos muito gratos pela diversidade que pudemos contar neste trabalho. De poemas de amor, tratamentos poéticos para as dores, o despertar de novas trilhas, até mesmo a acolhida confortável de um café à beira de um sonhar acordado, esses trabalhos mostram a diversidade da poesia no Brasil, o melhor que temos em arte, em cultivo das palavras. A aventura séria e comprometida que nos foi organizar essa seleção dourada, esperamos, também irá reluzir para cada autor que terá contato com os trabalhos aqui presentes. Também desejamos que a nossa modesta contribuição para a poesia no atual cenário favoreça o contato entre os diversos autores, cujas redes sociais, em sua maioria, estão disponíveis. Acreditamos no diálogo e na arte como insight de qualquer melhoria das nossas vidas pessoal e coletivamente falando.

 

segundo colocado

 

as saudades nos chorem

 

Não mais o mesmo sol do amanhecer

Não folhas, mas passarelas

 

Hoje morri de saudade

Amanhã, ela morrerá por mim

 

Não há mais tempo ao destempo

Ainda há lápis

Pra colorir

 

A areia desce a ampulheta

Grão a grão

Contando, métricos, o poema da existência!

 

Daqui não levarei títulos, fama, prêmios

O só tostão!

Só o vento

Meus olores em estrofes regadas na paixão!

 

(No verso a lua revela, crescente, ao bardo, a missão!)

 

Não só sementes despertam equinócios

Também flori

Como ipês em meus solstícios!

 

(Primaveras, despertastes a Estrela da Manhã!)

 

Pra cada segundo, célula e átomo:

Estou sem tempo para as mesmas cores!

 

A trama se esvai

E eu vim nascer pra crescer!

De mim?!

Só restará o legado das rimas!

 

(Até que o vento as remova e as ondas rebentem!)

 

Fixa teus olhos nos meus:

Toma este vidro de espelho estoico

E sente a rima

Da tua imagem em versos consoladores –

 

Que ora me nascem, me crescem, me poetizam

Porque nascemos pra ‘crescer! –

 

E pra fazer com que as saudades nos chorem

LUKA KALU

@cleber_leandro_nardeli

 

 

 

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O caso Couto, por @amorpelaleitura29

Postagem original no perfil @amorpelaleitura29

Será que conseguiríamos agir racionalmente e de acordo com os nossos princípios diante de situações críticas que possam mudar a nossa vida?

💔A Sra. Couto desconfia que seu esposo tem um caso e com o apoio de Lourdes, sua empregada, ela decide sondá-lo para confirmar as suas suspeitas.

💔Ao se deparar com uma cena que corrobora com essa intuição, ela se vê diante de um grande dilema: fazer de tudo para salvar o seu casamento, ou colocar o seu bem estar acima de tudo e de todos.

💔De um lado temos a Sra. Couto, cujo rancor é alimentado pela infidelidade e pelo sentimento de rejeição. De outro temos Lourdes, que faz de tudo para que a patroa tome uma atitude definitiva e entenda que pode viver sem o marido, sendo muitas vezes incisiva demais. Por fim, temos o Dr. Hermínio, médico da família, que entra em cena para ajudar a Sra. Couto a resolver o seu “problema”.

💔Amor, rancor, medo, traição, manipulação, arrependimento e dilemas morais permeiam a história do início ao fim. Além disso, o autor nos presenteia com um plot inesperado.

💬Tive a honra de ser convidada a ler o livro antes do lançamento e foi uma grata surpresa. A narrativa é extremamente fluida e impactante. Não dá vontade de largar até terminar.

🧡Mais um livro nacional maravilhoso. Indico demais!

🧡O lançamento oficial foi em 24/8/2024, na 27ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes. Sucesso, @htavares95!

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